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	<title>O Pendulo</title>
	<link>http://opendulo.blogsome.com</link>
	<description>Um blog sobre movimentos oscilatórios</description>
	<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 03:22:12 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>

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		<title>&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 02:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	O que é um homem quando n&atilde;o pode dar-se a beber em sua própria casa, compondo um sambinha triste madrugada a dentro, na companhia de uma cacha&ccedil;a vagabunda?
	Quando foi que permiti que as coisas chegassem a este ponto?&nbsp;
	Oscila, meu p&ecirc;ndulo.&nbsp;
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			<content:encoded><![CDATA[	<p>O que é um homem quando n&atilde;o pode dar-se a beber em sua própria casa, compondo um sambinha triste madrugada a dentro, na companhia de uma cacha&ccedil;a vagabunda?</p>
	<p>Quando foi que permiti que as coisas chegassem a este ponto?&nbsp;</p>
	<p>Oscila, meu p&ecirc;ndulo.&nbsp;</p>
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		<title>Pastiche Texano</title>
		<link>http://opendulo.blogsome.com/2007/12/30/23/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Dec 2007 03:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	
	&nbsp;
	Mais alguém n&atilde;o conseguiu engolir a cara de c&atilde;o arrependido do Sr. presidente dos states em seu pronunciamento público sobre a morte de Benazir Bhutto?
	Primeiro porque o atual líder paquistan&ecirc;s e principal beneficiário do atentado é o pe&atilde;o perfeito no tabuleiro armado por Bush no oriente médio. Uma olhadela nas credenciais de Pervez Musharraf é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="center"><img width="289" height="217" border="0" align="middle" title="Me dá colo?" alt="Me dá colo?" src="http://opendulo.blogsome.com/wp-admin/images/images_sizedimage_268064042.jpg" /></p>
	<p align="justify">&nbsp;</p>
	<p align="justify">Mais alguém n&atilde;o conseguiu engolir a cara de c&atilde;o arrependido do Sr. presidente dos <em>states</em> em seu pronunciamento público sobre a morte de Benazir Bhutto?</p>
	<p align="justify">Primeiro porque o atual líder paquistan&ecirc;s e principal beneficiário do atentado é o pe&atilde;o perfeito no tabuleiro armado por Bush no oriente médio. Uma olhadela nas credenciais de Pervez Musharraf é o suficiente para constatar coisas que fariam a Condolezza Rice eri&ccedil;ar os pelinhos da nuca de satisfa&ccedil;&atilde;o.</p>
	<p align="justify">
	<p align="justify" class="MsoNormal">Musharraf é um general cuja escalada ao mando discricionário remonta a um golpe de estado e, n&atilde;o obstante, sempre empenhou-se em operar as engrenagens da economia paquistanesa conforme a cartilha liberal. Em tempo, admirador confesso de líderes autoritários de direita, o militar se autodenomina um político moderado, liberal e progressista. Em 2002, pronunciou-se abertamente contra o terrorismo e o extremismo, cedendo o solo de seu país para servir de base para opera&ccedil;&otilde;es ianques no Afeganist&atilde;o e Iraque. Em 2004, encontrou-se com Bush e <a target="_self" href="http://www.why-war.com/news/2004/12/06/bushmush.html">reafirmou os la&ccedil;os de camaradagem</a>, demonstrando uma compassiva submiss&atilde;o para com as querelas travadas em território vizinho em troca da exclus&atilde;o temporária do Paquist&atilde;o dos planos de democratiza&ccedil;&atilde;o &agrave; base do tacape texano. </p>
	<p align="justify" class="MsoNormal">Benazir, por outro lado, é adversária política de longa data de Musharraf, proveniente de uma tradicional família vinculada &agrave;s invectivas comunistas da USRR no mundo árabe. Seu partido posicionava-se na centro-esquerda de um país em eterna convuls&atilde;o e, em seu longo currículo, Benazir já apoiou o Taliban (também já se arrependeu), e por mais de uma vez mostrou-se disposta a combater a interven&ccedil;&atilde;o americana em terras aben&ccedil;oadas por Alá.</p>
	<p align="justify" class="MsoNormal">Sua morte é quase t&atilde;o conveniente a Washignton quanto o é para Musharraf. Há pouco Bush demonstrou interesse em refor&ccedil;ar o contingente de futuros jovens mortos no Iraque. E, com a opini&atilde;o pública desfavorável, a última coisa da qual ele precisa é um vizinho democrático chato e sem vontade de cooperar. Principalmente um vizinho democrático chato com 150 milh&otilde;es de habitantes, uma economia crescente e algumas bombas nucleares na manga.</p>
	<p align="justify" class="MsoNormal">Aliás, gra&ccedil;as a Alá que o Paquist&atilde;o pode fabricar ogivas at&ocirc;micas. N&atilde;o fosse por isso, o próximo capítulo poderia ser uma invas&atilde;o americana a fim de for&ccedil;ar a democracia &agrave; melhor maneira <em>old west </em>de guerrear pela paz. Qui&ccedil;á com o apoio indiano. É claro que a probabilidade de um negócio desses acontecer é baixíssima, até porque o velho cowboy já n&atilde;o tem mais for&ccedil;a política pra sustentar outro conflito. <a target="_self" href="http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/m0122577.html">Mas vai saber&#8230;</a></p>
	<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meu querido diário</title>
		<link>http://opendulo.blogsome.com/2007/12/28/meu-querido-diario/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 03:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Cara, n&atilde;o sei n&atilde;o, mas &agrave;s vezes, lendo coisas antigas e comparando &agrave;s atuais, acho que a Fabico me emburreceu.
	Outras vezes, tenho certeza.&nbsp;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Cara, n&atilde;o sei n&atilde;o, mas &agrave;s vezes, lendo coisas antigas e comparando &agrave;s atuais, acho que a Fabico me emburreceu.</p>
	<p>Outras vezes, tenho certeza.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre homens e pássaros</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 02:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	N&atilde;o é que eu tenha medo de voar. Mas toda vez que fa&ccedil;o o check-in e seguro a passagem em m&atilde;os, me sinto como quem empunha um bilhete de loteria. A diferen&ccedil;a é que o pr&ecirc;mio pode ser uma morte espetacular e uma men&ccedil;&atilde;o caudilhesca na Zero Hora. Convenhamos, a coisa toda é uma roleta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify" class="MsoNormal">N&atilde;o é que eu tenha medo de voar. Mas toda vez que fa&ccedil;o o <em>check-in</em> e seguro a passagem em m&atilde;os, me sinto como quem empunha um bilhete de loteria. A diferen&ccedil;a é que o pr&ecirc;mio pode ser uma morte espetacular e uma men&ccedil;&atilde;o caudilhesca na Zero Hora. Convenhamos, a coisa toda é uma roleta russa. Voc&ecirc; sabe que aquele monstro de metal, borracha, fluidos, intricados mecanismos e arma&ccedil;&otilde;es precisas, pode se desmanchar em quest&atilde;o de segundos mais cedo ou mais tarde.</p>
	<div align="justify">
<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">Enquanto o avi&atilde;o desliza suavemente na pista a fim de posicionar-se pra al&ccedil;ar v&ocirc;o, tudo parece muito bem. O problema é quando as turbinas realmente come&ccedil;am a funcionar. É ali, acelerando a uma velocidade burlesca, sentindo a for&ccedil;a gravitacional empurrar teu corpo frágil contra a poltrona dura, cercado pelo rugido da combust&atilde;o de sabe-se lá quantos litros de <em>jet-fuel</em> e, finalmente, vendo a terra firme se apequenar, que voc&ecirc; percebe que o controle da situa&ccedil;&atilde;o está completamente fora da sua al&ccedil;ada. </p>
	<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">Nessa hora sempre tenho a impress&atilde;o de que o bicho está arremetendo rápido demais e que o &acirc;ngulo excessivamente aberto vai fazer com que a cauda do avi&atilde;o se espatife contra o ch&atilde;o antes que o v&ocirc;o alcance uma altitude segura, levando toda aquela massa alva a despeda&ccedil;ar-se a 600km\h contra o negrume do asfalto.</p>
	<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">Vencido o denso véu das nuvens, a situa&ccedil;&atilde;o melhora um pouco. Depois de um tempo, voc&ecirc; acaba se acostumando &agrave;s eventuais turbul&ecirc;ncias. Mais eventuais e menos tranq&uuml;ilizantes s&atilde;o os barulhos de origem desconhecida que insistem em soar de vez em quando, acompanhando guinadas, subidas ou descidas súbitas do avi&atilde;o. </p>
	<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">Os cliques e claques sempre me fazem imaginar um parafuso maroto escapando da porca. Ou uma turbina mostrando sinais de cansa&ccedil;o. Ou um prenúncio de despressuriza&ccedil;&atilde;o, uma rachadura, um piloto desequilibrado levando a máquina além de seus limites, uma esquizofr&ecirc;nica testando a saída de emerg&ecirc;ncia, sei lá.</p>
	<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">S&atilde;o tantas as possibilidades de acontecer alguma merda que eu até me surpreendo que elas n&atilde;o ocorram com mais freq&uuml;&ecirc;ncia. </p>
	<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">A dura realidade é que, após efetuado o check-in, a sua vida simplesmente n&atilde;o depende mais de voc&ecirc;. Está nas m&atilde;os de uma complexa intera&ccedil;&atilde;o entre homem, mundo e máquina, da qual os passageiros s&atilde;o figurantes sem maior relev&acirc;ncia no enredo. A n&atilde;o ser que um deles seja o estopim da própria merda, como costuma acontecer nos states.</p>
	<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">Mas aí é problema deles.</p>
	<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">Eu me contento em n&atilde;o comprar mais bilhetes de loteria.</p>
	<div align="justify">
<p align="justify" class="MsoNormal">Porque, se um dia ganhar, n&atilde;o ando mais de avi&atilde;o. </p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Darwin who?!</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 00:24:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	
	&nbsp;
	Como explicar a transi&ccedil;&atilde;o dos animais aquáticos para o meio terrestre em um quadro televisivo, sem recorrer uma única vez &agrave; palavra &quot;evolu&ccedil;&atilde;o&quot;?
	Também n&atilde;o vale &quot;sele&ccedil;&atilde;o natural&quot;.&nbsp;
	Pergunte ao Fantástico. Eles conseguem.
	É mais ou menos como explicar o movimento dos corpos celestes sem falar em gravidade. Só que mais difícil.&nbsp;
	É por essas e outras que, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="center"><img width="319" height="403" border="0" title="" alt="" src="http://opendulo.blogsome.com/wp-admin/images/Darwin_ape.jpg" /></p>
	<p align="center">&nbsp;</p>
	<p align="justify">Como explicar a transi&ccedil;&atilde;o dos animais aquáticos para o meio terrestre em um quadro televisivo, sem recorrer uma única vez &agrave; palavra &quot;evolu&ccedil;&atilde;o&quot;?</p>
	<p align="justify">Também n&atilde;o vale &quot;sele&ccedil;&atilde;o natural&quot;.&nbsp;</p>
	<p align="justify">Pergunte ao Fantástico. Eles conseguem.</p>
	<p align="justify">É mais ou menos como explicar o movimento dos corpos celestes sem falar em gravidade. Só que mais difícil.&nbsp;</p>
	<p align="justify">É por essas e outras que, em plena universidade federal, uma professora de sociologia - justi&ccedil;a seja feita, muito versada em sua especialidade - fala em sala de aula que espécies novas nascem da comunh&atilde;o entre duas diferentes.</p>
	<p align="justify">Pra variar, fico com Richard Dawkins: o legado de Charles Darwin constitui a teoria popular mais mal compreendida da história da ci&ecirc;ncia.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>And the clock starts ticking again</title>
		<link>http://opendulo.blogsome.com/2007/12/14/and-the-clock-starts-ticking-again/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 17:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	 
	Foi o tal do Ortega y Gasset quem disse &quot;eu sou eu mais minhas circunst&acirc;ncias&quot;.
	 
	Sentado no auditório da Fabico, ouvindo impaciente o discurso puído do diretor da FASE (Funda&ccedil;&atilde;o Assistencial Sócio-Educativa, antiga FEBEM), composto basicamente por tr&ecirc;s express&otilde;es surradas e um vasto arsenal ling&uuml;ístico de frases de impacto, me pus a pensar que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify"> </div>
	<p align="justify"><font>Foi o tal do Ortega y Gasset quem disse &quot;eu sou eu mais minhas circunst&acirc;ncias&quot;.</font></p>
	<div align="justify"> </div>
	<p align="justify" class="MsoNormal"><font>Sentado no auditório da Fabico, ouvindo impaciente o discurso puído do diretor da FASE (Funda&ccedil;&atilde;o Assistencial Sócio-Educativa, antiga FEBEM), composto basicamente por tr&ecirc;s express&otilde;es surradas e um vasto arsenal ling&uuml;ístico de frases de impacto, me pus a pensar que, pra muita gente, as circunst&acirc;ncias s&atilde;o muito maiores do que a metade da laranja.</font></p>
	<p align="justify" class="MsoNormal"><font>Há de ser esse o caso, por exemplo, do Jefferson. Um garoto que, dois dias antes de ser liberado da entidade, matou alguém. Matou, disseram-me os colegas, pra n&atilde;o ser morto.</font></p>
	<p align="justify"><font /><font /><font>Só conheci o rapaz na sala de aula, a pretexto de uma oficina de rádio que eu ajudava a ministrar. Mas, apesar de anos-luz de dist&acirc;ncia da realidade dele, me permito fazer uma observa&ccedil;&atilde;o. V&atilde;o &agrave; merda, assistentes sócio-educativos, com esse discursinho de oportunidade, escolhas e vencedores. O Jefferson n&atilde;o teve escolha. N&atilde;o teve tempo de galgar uma oportunidade e, agora, o máximo que vai vencer na vida é uma partida ou outra de velha nas paredes do presídio. </font></p>
	<div align="justify"><font /><font /><font /><font> </font></div>
	<p align="justify" class="MsoNormal"><font /><font /><font /><font /><font /><font>Ele era o mais desenvolto nas atividades da oficina. Fazia outros cursos, me parecia um garoto esfor&ccedil;ado, com metas e objetivos bem sedimentados. Mas o ego de Jefferson n&atilde;o teve vez, ele foi só circunst&acirc;ncia.</font><font><br /></font></p>
	<p align="justify" class="MsoNormal"><font /><font /><font /><font /><font /><font /><font /><font>Pensei em trocar o nome, preservar sua identidade cá nesse p&ecirc;ndulo que pouco tem oscilado. Mas, convenhamos, qu&ecirc; importa. Garotos assim n&atilde;o existem mais pro mundo, n&atilde;o existem pra ninguém. A n&atilde;o ser quando se fazem ouvir num estampido de bala.&nbsp;</font></p>
	<p align="justify" class="MsoNormal"><font /><font /><font /><font /><font /><font /><font>&Agrave;s vezes, nem isso.&nbsp;</font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fleuma</title>
		<link>http://opendulo.blogsome.com/2007/06/19/fleuma/</link>
		<comments>http://opendulo.blogsome.com/2007/06/19/fleuma/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jun 2007 20:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	O que, afinal, há de ecoar pela eternidade? 14 bilh&otilde;es de anos de evolu&ccedil;&atilde;o do universo, partindo do nada, rumando a lugar nenhum. Num instante somos hidrog&ecirc;nio, noutro, complexos organismos vivos e, pior, pensantes. Pra qu&ecirc;?
	  
	Estava entediado. Simples assim. Enfadado como nunca estivera, cansado das tardes modorrentas, das noites iguais, das conversas insípidas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">O que, afinal, há de ecoar pela eternidade? 14 bilh&otilde;es de anos de evolu&ccedil;&atilde;o do universo, partindo do nada, rumando a lugar nenhum. Num instante somos hidrog&ecirc;nio, noutro, complexos organismos vivos e, pior, pensantes. Pra qu&ecirc;?</p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify">Estava entediado. Simples assim. Enfadado como nunca estivera, cansado das tardes modorrentas, das noites iguais, das conversas insípidas, as loiras que passam, o álcool que finda, a ressaca que chega, os dias que se recusam a andar, os sons que se calam, a tristeza que n&atilde;o tarda. </p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify">Irritava-se ao olhar seus livros, dúzias de intelectuais achatados em celulose. Pouco lhe tocavam seus amigos, suas mulheres, seus discos. Nem a família causava-lhe muito mais do que uma leve como&ccedil;&atilde;o de conveni&ecirc;ncia. O lento ritmar do cotidiano matava-o pouco a pouco.</p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify">Ficou obcecado pela idéia do eterno retorno. As palavras de Nietzsche ainda ribombavam na mente conturbada:</p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify">&quot;E se um dia ou uma noite um dem&ocirc;nio se esgueirasse em tua mais solitária solid&atilde;o e te dissesse: &lsquo;Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de viv&ecirc;-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e n&atilde;o haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seq&uuml;&ecirc;ncia - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da exist&ecirc;ncia será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha de poeira!&rsquo;&rdquo;</p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify">Parafraseando algum psicanalista que sabiamente escrevera &quot;a vida é o intervalo entre o túmulo do útero e o útero do túmulo&quot;, alguém há de dizer um dia: &quot;do túmulo do átomo aos átomos do túmulo.&quot;, e estará correto.</p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify">Errado estava Aquiles, julgando que poderia viver para sempre, imortalizado nos atos heróicos praticados em vida. V&ecirc;, até que durou bastante. Teve sorte pois os herdeiros da cultura grega tornaram-se os basti&otilde;es do desenvolvimento da civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental. Mas até quando? A ampulheta n&atilde;o pára. Até a seiva do heroísmo seca. Os livros se perdem, os homens morrem, os valores n&atilde;o duram, as civiliza&ccedil;&otilde;es voltam ao pó, o sol ainda há de se apagar. A entropia n&atilde;o cessa de ceder. Um dia, mesmo Aquiles quedará igualado a todos os outros que por aqui passaram, sem uma glória a mais, sem uma glória a menos. Poeirinha de poeira na imensid&atilde;o do cosmos.</p>
	<p align="justify">Daqui a mil anos, quem lembrará de nós? Daqui a um milh&atilde;o, haverá alguém para lembrar? </p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify">Tudo há de ser o mesmo, sempre. E n&atilde;o apenas porque assim diz a ess&ecirc;ncia humana. É que n&atilde;o fomos moldados pelos genes para destilar de cada situa&ccedil;&atilde;o um sentimento excitante, de descoberta ou felicidade errante. N&atilde;o. Fomos moldados para nos reproduzir, e ponto. O resto vem a reboque e a inconst&acirc;ncia faz parte do negócio. Se viv&ecirc;ssemos assim, eternamente abobados, felizes, oligofr&ecirc;nicos, acomodados &agrave; realidade, n&atilde;o sairíamos &agrave; cata de novas parceiras com tanta &acirc;nsia, e os genes teriam uma taxa menor de propaga&ccedil;&atilde;o. Ato contínuo, n&atilde;o há motivos para a const&acirc;ncia no comportamento humano. O p&ecirc;ndulo aqui governa.</p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify">Sábios s&atilde;o os franceses, cujas frases t&ecirc;m sabedoria para todas as horas. T<em>out passe, tout casse, tout lasse</em>.&nbsp; É de se duvidar se sabem usá-las t&atilde;o bem quanto os outros povos. Talvez os francófonos n&atilde;o enxerguem tanta gra&ccedil;a nos seus ditames. Prova disso é que nós, cá em outro continente, utilizamos as máximas francesas orgulhosamente, ainda que saibamos a tradu&ccedil;&atilde;o e mesmo que, em portugu&ecirc;s, n&atilde;o soem lá t&atilde;o mal assim. Sen&atilde;o vejamos; Tudo passa, tudo quebra, tudo cansa. O conteúdo é o mesmo, o mistério está na forma. </p>
	<div align="justify">  </div>
	<p align="justify" class="MsoNormal">Na forma&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>With the memory of her last look&#8230;</title>
		<link>http://opendulo.blogsome.com/2007/06/11/with-the-memory-of-her-last-look/</link>
		<comments>http://opendulo.blogsome.com/2007/06/11/with-the-memory-of-her-last-look/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jun 2007 15:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
		<guid>http://opendulo.blogsome.com/2007/06/11/with-the-memory-of-her-last-look/</guid>
		<description><![CDATA[	Insensatez (how sensitive), saída das bocas de Sinatra e Tom, é muito, muito foda.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Insensatez (how sensitive), saída das bocas de Sinatra e Tom, é muito, muito foda.
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Metalinguagem</title>
		<link>http://opendulo.blogsome.com/2007/06/10/os-filhos-do-intelectualismo-frances/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Jun 2007 19:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Os filhos do intelectualismo franc&ecirc;s, órf&atilde;os de Deleuze, t&ecirc;m pavor da objetividade, da clareza, da unidade textual e da argumenta&ccedil;&atilde;o limpa e sucinta. Tudo o que escrevem é vago, impreciso, pernóstico, truncado e, n&atilde;o raro, sem sentido. N&atilde;o é que n&atilde;o haja conteúdo algum permeando a retórica engomada e nauseante em quest&atilde;o, mas as proposi&ccedil;&otilde;es [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify" class="MsoNormal">Os filhos do intelectualismo franc&ecirc;s, órf&atilde;os de Deleuze, t&ecirc;m pavor da objetividade, da clareza, da unidade textual e da argumenta&ccedil;&atilde;o limpa e sucinta. Tudo o que escrevem é vago, impreciso, pernóstico, truncado e, n&atilde;o raro, sem sentido. N&atilde;o é que n&atilde;o haja conteúdo algum permeando a retórica engomada e nauseante em quest&atilde;o, mas as proposi&ccedil;&otilde;es teóricas jazem t&atilde;o profundamente enterradas num lama&ccedil;al de t&atilde;o complicado palavreado, que resgatar qualquer informa&ccedil;&atilde;o torna-se tarefa digna de Homero. Embora, neste caso, n&atilde;o exista recompensa &agrave; altura do esfor&ccedil;o, posto que quando o núcleo de conhecimento envolto pelo jarg&atilde;o pós-modernista é exposto, tudo o que sobra s&atilde;o, com freq&uuml;&ecirc;ncia assustadora, hipóteses pálidas e sem vida, repetitivas e insossas. </p>
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	<p align="justify" class="MsoNormal">A impress&atilde;o geral é de que o embrulho de palavras cuidadosamente escolhidas para tecer uma rede impenetrável de entroncamentos de vocábulos e ora&ccedil;&otilde;es invertidas tem o único objetivo de esconder a fragilidade da tese. E isso é celebrado como uma típica manifesta&ccedil;&atilde;o da era pós-moderna, uma mímica mal feita do caos do universo, da análise do todo, das idéias que nascem e morrem sem nunca tangenciar a realidade, a inexist&ecirc;ncia de padr&otilde;es e métodos, e, sobretudo, do sentido dúbio da verdade e da invalidade do real. </p>
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	<p align="justify" class="MsoNormal">Mas há algo de distintamente louvável nesta atitude negligente para com a objetividade da palavra. Há uma coer&ecirc;ncia entre o discurso empregado pela massa pós-moderna, vago, difuso, e a maneira pelo qual o transmitem. </p>
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	<p align="justify" class="MsoNormal">Pouca coisa é t&atilde;o comovente quanto o esfor&ccedil;o lúcido de acad&ecirc;micos que abra&ccedil;aram honestamente o pós-modernismo no início de sua forma&ccedil;&atilde;o intelectual e mostram-se, no auge da experi&ecirc;ncia, incapazes de gravar nos seus alunos impress&atilde;o maior do que a vasta imprecis&atilde;o. Alguns, após terem desperdi&ccedil;ado décadas de estudos pesarosos e toneladas de preciosa massa cinzenta decifrando o idioma deleuziano,&nbsp; dedicam-se a passar &agrave; frente os conhecimentos que desenterraram das covas mais obscuras das academias francesas de forma inteligível para seus alunos. Este é um erro fatal, pois, ao retirar a grossa casca de prote&ccedil;&atilde;o das teorias pós-modernistas, seu verdadeiro sentido fica exposto, deixando a fragilidade &agrave; vista de todos. A coisa faz-se t&atilde;o óbvia que até os alunos de gradua&ccedil;&atilde;o, com seus olhos amadores, s&atilde;o capazes de perceber a inoc&ecirc;ncia e frouxid&atilde;o das teses. </p>
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	<p align="justify" class="MsoNormal">Aproveitando-se da car&ecirc;ncia de mecanismos que possam p&ocirc;r a prova o <em>corpus teórico </em>elencado no &acirc;mbito do relativismo cultural e do pós-modernismo, os órf&atilde;os de Deleuze fazem pesquisa científica com as entranhas. A ci&ecirc;ncia pós-moderna n&atilde;o requer premissas, prescinde de continuidade lógica, n&atilde;o há um conjunto de teses que a precede, pois carece de qualquer apelo prévio &agrave; raz&atilde;o. O pós-modernismo sustenta-se sobre si mesmo, apropria-se do que lhe convém e entrega muito pouco de volta como substrato das pesquisas realizadas sob a sua égide. </p>
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	<p align="justify" class="MsoNormal">E seus súditos crescem como se expande a erva daninha, aproveitando-se de espa&ccedil;os desocupados, agarrando cada fatia de mistério existente no mundo e lhe conferindo todo o valor poético que, dizem, a ci&ecirc;ncia lhes usurpou. Deturpam conceitos que n&atilde;o compreendem, em especial da física moderna, apropriando-se deles com raro consentimento de quem de fato entende algo de mec&acirc;nica qu&acirc;ntica.</p>
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	<p align="justify" class="MsoNormal">Seria de se supor que é necessário ao menos ter talento ou treinamento para convencer alguém de que há algo sério a ser estudado no extenso rol de conhecimentos da bruma intelectual pós-modernista. N&atilde;o é. O físico Alan Sokal demonstrou este fato ao publicar na <em>Social Text, </em>uma conceituada revista norte-americana dedicada &agrave; difus&atilde;o do irracionalismo nas ci&ecirc;ncias sociais, um artigo com um nome bastante sugestivo e pomposo: &ldquo;Transgredindo as fronteiras: em dire&ccedil;&atilde;o a uma hermen&ecirc;utica transformativa da gravita&ccedil;&atilde;o qu&acirc;ntica.&rdquo; Carregado de jarg&atilde;o pseudo-científico e alegando o fim da objetividade nas ci&ecirc;ncias, o fracasso da vis&atilde;o de mundo organizacionista e advogando uma nova era de conhecimento, o texto nada mais é do que uma robusta paródia de todo o <em>quiproquo </em>dos órf&atilde;os de Deleuze. Mas, para os editores da <em>Social Text</em>, fazia todo o sentido do mundo. </p>
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	<p align="justify" class="MsoNormal">O Ícaro pós-moderno adeja tranq&uuml;ilamente pelos ares ainda intoxicados com o fantasma do positivismo. Sem obstáculos, apropriando-se do que lhe convém e esquivando-se de forma rasteira dos óbvios desafios que as leis naturais imp&otilde;em &agrave;s suas asas, parece haver pouco que preocupe o v&ocirc;o suave sobre as correntes de ar quente. Mas esta serenidade n&atilde;o há de se prolongar. Cedo ou tarde, quando a febre do relativismo cultural passar e o método científico, julgado morto nos c&acirc;nones de Deleuze, continuar a erguer avi&otilde;es cada vez mais velozes e seguros aos céus, as asas de Ícaro revelar&atilde;o sua fragilidade intrínseca. Mal planejadas, suas hastes carecem de aerodin&acirc;mica e suas plumas s&atilde;o incapazes de sustentar o peso de seu corpo. Ent&atilde;o, nosso ícone alado chocar-se-á com um Boeing em pleno v&ocirc;o, um monstro de metal, borracha, combustível, arma&ccedil;&otilde;es precisas e intricados mecanismos que transpiram complexidade organizada - um Boeing cujo nome é realidade.</p>
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		<title>O nobre dobrador de palavras</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jun 2007 19:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Damasceno</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Porque, como manda o velho manual de clich&ecirc;s amorosos, cada pessoa que passa pela nossa vida deixa a sua marca; leva um pouco da gente, deixa um pouco de si. Tu sabes que desprezo frases prontas e outros frutos do senso comum, mas dessa vez tenho de admitir, é difícil n&atilde;o lembrar de ti.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Porque, como manda o velho manual de clich&ecirc;s amorosos, cada pessoa que passa pela nossa vida deixa a sua marca; leva um pouco da gente, deixa um pouco de si. Tu sabes que desprezo frases prontas e outros frutos do senso comum, mas dessa vez tenho de admitir, é difícil n&atilde;o lembrar de ti.  </p>
	<p align="justify">A imprecis&atilde;o do bord&atilde;o fica por conta de subestimar a grossura do peda&ccedil;o da tua carne que ficou em mim, da mudan&ccedil;a que n&atilde;o posso atribuir a qualquer outro fator que n&atilde;o seja a tua presen&ccedil;a constante.</p>
	<p align="justify">  N&atilde;o esqueceste apenas um simples pedacinho por aqui.  Além dos quilos de tecido morto que deixamos um no corpo do outro durante todo este tempo, a tua impress&atilde;o ficou gravada a ferro quente na minha alma, deixando fundo na pele uma marca que, ao agu&ccedil;ar dos olhos, grita, em alto e bom tom; Saudade. </p>
	<p> </p>
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