Enquanto isso, no primeiro mundo…
Na esteira do aquecimento global, o BIRD fez uma proposta genial pra arrefecer os ânimos do caos climático. Senão vejamos:
"A expectativa do banco é que seja criado, ou pelo menos formatado, um fundo internacional, abastecido pelos países ricos, que possa comprar os certificados de carbono que seriam gerados principalmente nos países tropicais."
Folha d S.Paulo (5/6)
Funciona mais ou menos assim: os países tropicais (leia-se miseráveis) ganham "créditos de carbono" com a redução do desmatamento. Enquanto isso, os países ricos, que já não tem o que desmatar, compram os créditos de carbono do terceiro mundo para abatê-los na quota de redução de emissões de gases estufa.
Se eu entendi bem, o terceiro mundo ganha dinheiro pra preservar a floresta e o primeiro mundo paga pra anular os efeitos benéficos da preservação das florestas, mantendo os níveis de CO2 na mesma.
Agora, cá com meus botões, fico a me perguntar… qual vai ser o lastro do crédito de carbono?
Prevejo o Brasil dando calote e emitindo créditos de carbono falsos. Sem contar a especulação do carbono. Qualquer fumacinha na Amazônia e o preço do crédito vai às alturas, pra compensar a pouca oferta.
E o mais engraçado, na mesma matéria:
"Além de vencer todas as barreiras políticas para que um mercado de carbono forte possa se estabelecer, ninguém ainda sabe ao certo como tudo isso poderia ser montado."
